sábado, 25 de dezembro de 2004

Natal de 2004

Bia no telefone:

- Pai, você não vem para o Natal? As pessoas estão chegando.

- Já vou filha, mas ainda preciso tomar banho. Quem lhe pediu para você me telefonar?

- Ora, pai, fui eu que pedi pra mim mesma!

sábado, 11 de dezembro de 2004

Doce inocência!

Júlia:

- O Tiago, na escola, me disse xixi e cocô.

Bia:

- É verdade, pai. Disse mesmo!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2004

Questão filosófica

Bia:

- Papai, quando a gente morre a gente continua a pensar?

- Não sei, filha.

segunda-feira, 23 de agosto de 2004

Uma balinha especial

Ao me ver pensativo, Bia diz:

-- Toma esta balinha, papai. É a balinha da alegria.

sexta-feira, 20 de agosto de 2004

Pressão arterial alta

Bia liga e diz que quer me ver.

- Agora não dá, filha. A minha pressão subiu.

Ela, preocupada:

- Papai, a sua pressão não está mais na barriga?

terça-feira, 3 de agosto de 2004

O Homem-aranha

- Bia, se uma aranha me picasse, como no filme, eu também seria um homem-aranha.

- Pai, não dá; você é gordo.

terça-feira, 20 de julho de 2004

Como se reza?

Na igreja, Bia ajoelha-se diante de uma imagem:

-- Pai, como é que reza?

-- Peça baixinho ao menino Jesus algo que lhe deixará feliz.

-- Menino Jesus, eu quero um hamster.

O elevador

Júlia corre pelo corredor do sétimo andar, pára diante de uma janelinha do vão do cabeamento elétrico que percorre todos os andares e comenta:

-- Olha, pai, um elevador de rato!

domingo, 23 de maio de 2004

De fininho

-- Bia, vamos sair de fininho, para que a sua irmã não nos veja.

-- Chiii, pai, ela já viu a gente! Estamos saindo de grosso.

É muito...

-- Pai?

-- O que, Bia?

-- Quantos anos você tem?

-- 51.

-- Deixa eu contar: um, dois, três quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze... Nossa, pai, não dá para contar. É muito!

Coisa do passado

A Bia canta:

Beijo no meu pai
E coisa do passado
Agora, agora é
Beijar meu namorado.

Passagem secreta

Bia:

-- Eu não tive medo quando passei pela passagem secreta [um corredor escuro na área comum do prédio]. Só o meu coração é que tremeu um pouco.